sábado, 29 de novembro de 2008

Cap. 6 - Setembro se aproxima... e Charlie também

Dry chegou em casa, largou a bolsa em cima do sofá, e entrou para dentro do quarto. Pensou no que passou durante o colégio. Passou-se a noite, o dia e mais uma noite. Era na ultima semana de Agosto, estava chuvoso e frio. Dry já reparara que Charlie era o que as outras garotas falavam. Dry já estava percebendo que estava gostando de Charlie, mas mantinha esse segredo só para ela. Se transformou numa pessoa muito fechada depois do seu ultimo relacionamento, desacreditou no amor e em várias outras coisas.
Na sala de aula, a professora corrigia provas de outros colégios. Dry estava desenhando em suas folhas, até que começa a acompanhar uma conversa de um casal atrás dela.
-... você não sente ciúmes de mim!
- Ah Michelle vai começar de novo com isso? - disse o namorado paciente ainda.
- Aham. Sabe, eu queria que você sentisse ciúmes meus sabe, todo mundo sente ciúmes, menos você, Will.
- Se eu sentisse, você iria reclamar, ia me chamar de possessivo...
Dry já estava tediada e aquele projeto de discussão atrás dela estava lhe dando sono. Terminando seu desenho, ela foi cutucada no ombro.
- Amy - disse Michelle, uma garota de cabelos castanhos com um rosto pequeno - você acha que em um namoro, tem que ter ciúmes?
Dry olhou sem entender a cena. Olhou para ambos e respondeu:
- É, eu acho - falou num tom incerto.
- Viu William - disse Michelle num tom de voz firme para Will.
- Ela é maluca! Ela queria que eu fosse o super ciumento! - disse Will num tom de desespero para Dry.
- Na verdade, vocês que são malucos! - respondeu Dry.
Aquele casal era William e Michelle, o casal que você só encontrava em dois modos: falando coisas melosas um para o outro, ou discutindo a relação em qualquer lugar.
O casal gostou da companhia de Dry, e passou a ocupá-la a qualquer hora, mesmo que de repente, eles deixavam Dry segurando vela.
Bateu o sinal do intervalo, e o casal e a rainha do gelo andavam conversando. Chegando no fim de um corredor, o casal se despediu de Dry, enquanto ela procurava as garotas no colégio. Verificou no banheiro e nada. Quase saindo do banheiro, Michelle fez o mesmo trajeto de Dry e entrou no banheiro.
- Dry! - andava quase nas pontas dos dedos do pé.
- Ah, que foi?
- A nossa que bom que nós conversamos sobre bastante coisa hoje, nossa, o Will ficou bem pensativo depois de tudo! - retirou um gloss do bolso.
- Uau, vocês conseguem ser o casal mais complexo que já conheci! - disse Dry olhando Michelle se olhar no espelho.
Michelle começou a rir e disse:
- Dry você é tão engraçada! - começou a passar o gloss nos lábios.
- Só falo a verdade - sorriu.
- Agora eu vou procurar o Will. Bye, bye.
Saiu Michelle, de repente, do mesmo jeito que entrou. Dry em seguida saiu e continuou sua busca por Vanessa e Chris. Nenhum sinal de vida das meninas. A rainha se sentou num dos milhares existentes do colégio, sozinha. Era chato ficar sozinha, ela ficava tentando achar coisas para se entreter, ou simplesmente, algum lugar para olhar. Encontrou Charlie em seus olhares como de costume. Viu Charlie entregar um pedaço de papel para uma menina que Dry nem fazia idéia de como se chamava. A garota se afastou dele e o rapaz ficou parado com as mãos no bolso. Dry admirava a beleza de Charlie, o rapaz que tanto a atraiu nos últimos dias, mas esse detalhe era mantido só com ela mesma. Não confiava nos sentimentos dos outros e nem dos delas mesmo.
Os olhares de Dry serviram de imã para ele, até que, um certo momento, Charlie virou o olhar e encontrou com o de Dry. Ele percebera que a garota estava sozinha naquele banco e começou a se aproximar da rainha.
- É chato poder só falar contigo nos intervalos - sentou-se do lado dela - sempre quando eu me empolgo pra conversar com você, esse sinal toca.
- Significa que você fala demais - sorriu pelo canto da boca - brincadeira.
- Devem ler meus pensamentos, eu acho.
Dry se levantou do banco e disse:
- Aham... hum... Charlie, você viu uma das garotas que andam comigo?
- Acho que sim. Acho que as vi passar por algum lugar do pátio.
- Ah... - olhou para seu redor.
- É melhor, porque assim sobra mais tempo para nós... conversamos.
- Nossa. E o que você quer conversar? - Dry desafiava Charlie.
- Tudo que você quiser - sorria pelo canto da boca.
Dry se envergonhou com as palavras e estava sem palavras.
- Hum. Vou preferir os assuntos diferentes que você conversa com suas tietes.
Charlie soltou um sorriso, e voltou a dizer:
- Eu sei que você me ama - sorriu para Dry.
As bochechas dela ficaram vermelhas. Embora ela desejasse tanto o posto da mais seca do mundo, estava esquecendo-se deste detalhe.
- Ham?! Eu não te amo! Quem te disse isso?! - se espantou e arregalou os olhos.
- Dá pra perceber! Não minta!
- Eu não gosto de você! Você que é convencido demais!
- Eu só disse o que é visível - Charlie encarava Dry
- Ah Charlie – Dry começara a debochar de Charlie, rodeando ele - eu não sei da onde você tirou essa idéia... seus olhos são tão pequeninhos que você nem enxerga direito.
Charlie percebeu o joginho da Rainha do gelo e seu novo objetivo estava pronto: ficar com Dry.
- Eu vou querer ver até onde você consegue mentir – levantou-se e posicionou de frente para Dry.
- Não é mentira! - sorriu - É que você acha que eu sou como as outras, mas eu não sou... Você nem imagina o quanto eu sou diferente. - levantou a sobrancelha com seu olhar endiabrado.
- Está mentindo. Na verdade, você me ama e não resiste aos meus olhos.
"Eu não acredito que ele tá falando isso pra mim! Cachorro! Cachorro! Eu não vou dar o capricho de admitir e parecer fácil." pensou a moça.
- Que observação, Charlie! - Dry riu ironicamente.
- Tá... hoje você pode não admitir.. mas um dia você irá admitir! - disse Charlie confiante.
- Pode esperar... vai esperando deitado, porque é bem improvável e incerto - andou para trás de Charlie deslizando o dedo na nuca dele.
Charlie se arrepiou e num choque, deu um salto para frete, rindo.
- Você... sente cócegas?
- Sinto sim, algum problema? – Charlie contorceu os ombros.
- Nenhum.
O sinal tocou. Os dois se entreolharam.
- Eu falo contigo na saída - Charlie ajeitou seu uniforme.
Dry não se despediu, mas sorrio para Charlie. Quando chegou à virada da escada, se chocou com Vanessa.
- Onde você tava?! Te procurei o intervalo todo! - disse Dry.
- Eu tava na sala dos professores com a Christina. A professora pediu nossa ajuda para a próxima festa do colégio.
- Festa? - subiu dois degraus e parou no que se encontrava Vanessa.
- Aham! Depois te explico, vamos pra sala porque tem prova agora.
As duas entraram na sala de aula e sentaram em seus devidos lugares perto da janela. O casal-terapia sentava atrás de Dry e Vanessa, enquanto Chris sentava ao lado de Sofia, na frente.
O professor de Biologia entrou na sala de aula, se apossando da mesa do professor. Dry olhava pela janela as dependências do colégio e viu Charlie à caminho de sua aula de educação física. Observava-o fazendo embaixadas, correndo, parado...
- A professora tinha me dito que o colégio vai fazer uma festa de primavera, ou coisa do tipo...
- Ham? - falou Dry, virando o seu rosto da janela para Vanessa.
- Falei que a professora vai fazer uma festa de primavera ou alguma coisa do tipo.
- Ah... tá. - retirava de sua bolsa seu estojo e colocou emcima da mesa.
- Essa festa deve ser a única
- Entendi...
O professor levantou-se da cadeira, já preparado com os testes na mão. Antes de pronunciar qualquer palavra, a inspetora do colégio bateu na porta da sala de aula. O professor abriu, e a inspetora disse:
- Com licença.
- Claro - disse o professor voltando a sentar em sua cadeira.
- Turma, o colégio organizará uma festa no dia 23 de setembro. Festa da primavera. Provavelmente começará às 16h e termina às 23h. Nada está certo ainda, porque setembro ainda irá começar, mas caso aconteça alguma mudança de planos, eu irei avisar. Alguns alunos ganharão alguns pontos ajudando a professora Ângela. – a inspetora permaneceu um pouco em silêncio - Obrigada - a inspetora deixou a sala de aula.
A sala se encontrou barulhenta, pois todos os alunos cochichavam com seus colegas.
- Essa festa promete! - disse Vanessa empolgada.
Chris se virou para bater papo com as amigas e disse:
- Caraca, não vejo a hora de chegar dia 23 de setembro - soltou uma risada cômica.
- Nossa, nem quero imaginar - disse Dry, olhando para janela.
O professor levantou-se de novo de sua cadeira, e passou seu teste para a turma.




Posted by Andressα @ 07:10

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