sábado, 6 de dezembro de 2008

Introdução

Vamoos conhecer aqui a história de uma moça com coração de gelo, Amy, mais conhecida como Dry Ice.

Boa Leitura !

Posted by Andressα @ 19:00
0 Comments

Mudanças de Estações

Naturalmente em todos os lugares há mudanças de estações... e assim como no coração de uma menina, pode haver sim essa tal mudança. Mas vale lembrar que depois do inverno, há a primavera, período em que as flores e as novas chances brotam... Como um coração poderia do verão pular para o inverno? É um mistério... mas para tudo se há uma explicação. Assim como o outono não durou tanto para esse coração, será que o inverno durará para esse coração gelado, ou simplesmente a era do gelo voltou?

Posted by Andressα @ 18:50
0 Comments

Cap. 1 - Primeiro Floco de Neve Caído do Coração

Rio de Janeiro capital. Era finalzinho de julho, e nossa protagonista se encontra chorando na rua depois de uma briga feia com seu, no caso, ex-namorado. Era começo de inverno, mas não a ponto de se nevar, e sim, dos começos das frentes frias. Nossa protagonista se chama Amy (o mesmo nome de sua xará Winehouse) uma garota não muito alta, com lindos cabelos castanhos da altura da cintura e um rosto com traços finos. Seus cabelos balançavam ao vento enquanto andava na rua com os olhos vermelhos e encharcados de lágrimas, tentava andar até a casa de sua amiga Vanessa, a quem ela chamava de 'Cah' por um cômico apelido Vanessa ás vezes era chamada de Cabrita por não prestar muita atenção à coisa ao seu redor. Chegando à casa, ela ainda chorando, abraçara Vanessa, que simplesmente não parecia ter palavras para aquele momento.
As duas estavam no quarto de Vanessa já a horas, depois de muita conversa, e Amy já secava a sua última lagrima quase seca e disse:
- ... eu vou mudar Vanessa... é isso... é isso que vou fazer.
- Mudar como?
- Eu ainda não sei... mas, provavelmente, não serei mais o que eu sempre fui. -disse Amy olhando fixamente para um ponto fixo.
- Você tá dizendo isso porque ta triste... se acalma, vai passar. – Vanessa alisava os cabelos de Amy.
- Ah... eu não sei mas de nada.. mas amiga obrigada por tudo, obrigada mesmo, você sempre tem as palavras que nunca tenho, obrigada por... me aturar – Dry estava com os olhos vermelhos e inchados.
- Ah pára! Amigas são pra essas coisas, não? - disse Vanessa sorrindo.
- Verdade... mas então, tava pensando mudar minha posição social, meu apelido...
- Como assim?
- Que tal Dry Ice... Gelo seco... meu novo apelido? A rainha do gelo... Dry... D-R-A-I, Dry! – Amy parecia mais animada – Todos agora irão me chamar de Dry.
Vanessa colocou a mão na cabeça e começou a rir.
- Você tem cada idéia! - sorriu-se
- Ah Cah... é quem eu vou ser agora... chega de ser enganada, chega de ser a ultra otimista, e blábláblá. - Amy se levantava do chão e arrumava os cabelos.
- Você é maluca, mas já que ta falando... - Vanessa levanta do chão em seguida de Amy e a olhava.
- Obrigada por tudo Cah, agora eu tenho que ir.
- Ta, eu te acompanho na porta - preparava já Vanessa, a chave do portão
Na despida do portão da casa de Vanessa, as duas amigas se abraçaram, e partiu Amy, renomeada de Dry, pelas ruas até sua casa.

Posted by Andressα @ 13:31
0 Comments

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Cap. 2 - Sonhando alto

Passaram-se algumas semanas e começou Agosto, as aulas estavam se aproximando. Desde aquele dia da conversa com Vanessa, e Dry já sentia as mudanças da sua nova "eu". Assim como seu novo apelido, Dry fez de seu coração seco e gelado e assim era perceptível para as outras pessoas, e Chris, uma de suas amigas, via todos os dias.
Numa noite de sábado, Dry compareceu a uma boate na zona sul com seus amigos e “amigos-de-amigos” também, para comemorar o aniversário de sua amiga Ellen, uma amiga do colégio. Ellen tinha cabelos à altura dos ombros, cacheados e castanhos; a festa por sua vez, estava cheio de convidados dos amigos do colégio. Após muita dança e brindes, Dry procurou um lugar para sentar. Sabia a moça que tinha hora para chegar em casa, pois estava em um... digamos... mini-castigo posto pela mãe
Sentando-se no banco da boate a qual se lembrava a um circulo, seu celular toca. Ela atende, mas a ligação de número desconhecido cai, embora estivesse muito barulhento o local, ela dizia "Alô" até ouvir uma voz. Isso se repetiu por três vezes, e Dry estava ficando impaciente. Um rapaz que se encontrava perto de Dry fala:
- Alô, Alô.
Dry olhou seria para ele, e o reconheceu logo. Era o tal aluno novo do colégio. Não tão novo, já tinha seis meses que ele entrara no colégio, mas quando não se estuda no mínimo a um ano naquele colégio, era considerado novo.
Dry, por sua vez, disse:
- Alo quem fala?
- É o Charlie! - o rapaz sorriu para Dry.
Dry olhava de cima a baixo o rapaz, com seu típico olhar endiabrado. Charlie era um rapaz um bonito com olhos pequenos, fundos, levemente puxados que lembrava um ocidental de olhos puxados, com um rosto levemente quadrado, uma boca bem desenhada e um queixo bem masculino. Era o que toda garota desejaria para ter, pelo menos, uma noite.
- Charlie... das panteras? - disse Dry que já tinha bebido algumas.
- Esse mesmo! - e o rapaz soltou uma risada.
Achava engraçado, por esta ser a primeira vez que conversara com Charlie. Estudavam no mesmo colégio, mas nunca parou para prestar atenção nele.
- Hum... e como faz para ser uma pantera? - disse Dry se empolgando.
- Você tem que ser uma boa gatinha para depois ser uma pantera - falava Charlie já a olhando de outro jeito.
Dry tentou disfarçar a risada por uma cantada mal sucedida, virou o rosto, fez uma careta, e voltou a olhar Charlie e disse:
- Pena, pois não me assemelho a uma gata.
- Então teremos que ver outra alternativa - Charlie colocava a mão no queixo, olhando para o chão, pensando em algo.
- Eu bagunço o cabelo, faço cara de acordei-com-o-pé-esquerdo, alias, é exatamente eu quando acordo, será que dá?
- Ótimo, aceitamos qualquer tipo de felino - e a cada palavra que Charlie dava, ele tinha que sorrir. Charlie também não estava totalmente sóbrio.
- Que bom, assim eu ganho dinheiro e vou para Hollywood e ponho silicone - Dry já estava meio "alegre" ao dizer essas palavras. Começava a guardar o celular na bolsa enquanto Charlie sentava mais perto dela.
- Não esqueça que 50% são do Charlie, já que vou possibilitar todas suas chances a você. - o rapaz assobiava sinicamente.
- Eu sei... mas você não especificou se os 50% é do silicone ou do dinheiro - fitava maliciosamente Dry o rapaz.
Charlie se espantou com o duplo sentido dos 50% e disse:
- Do dinheiro!
Os dois se encontraram rindo e Charlie continuou:
- Silicone eu quero uns 90%!
Dry olhou para Charlie e começou a rir do segundo duplo sentido de Charlie. O rapaz riu também, mas riu de um jeito envergonhado.
Os dois continuaram naquela imaginação de riqueza como duas crianças mesmo sem mesmo um conhecer o outro. Tinham uma química pra conversar que se esqueceram do que eles iriam fazer antes de começarem a conversa.
- No lugar de silicone, vou comprar uma casa, um iate, jet-ski... aí quem sabe, te chamo pra um churrasquinho em casa - sorria falando Dry.
- Sem esquecer a farofa e o pagodão! Mas pra isso, sua primeira missão será com o Snoop Dogg.
- Snoop Dogg? Por quê?
- Você deverá ser uma das popozudas dele e dará um jeito dele não cantar mais.
- É mais fácil jogá-lo para uma ilha estilo náufrago. - e Dry tirava o pequeno cadarço que estava amarrado em todo seu tornozelo, que pertencia a sua sandália e o deixara emcima do banco. Sua sandália era de salto, e possuía um cadarço que cruzava o tornozelo
Estava já, distraída, a ponto de arrancar uma parte pertencente da sandália.
- Já tentaram, mas acabou chegando um gravador via sedex e ele continuou cantando - falava Charlie animado.
- Hum... vou ter que gastar neurônio para isso!
O tempo passou, e Dry já não lembrava mais onde colocara o acessório da sandália. Pegou o celular na bolsa e disse:
- PELO AMOR DO PAI! Já são onze e meia! Tenho que ir embora! - levantava Dry do banco, guardando o celular na bolsa - ...Sou a Cinderela, minha carruagem vai virar abóbora.
Charlie levantou do banco com um olhar meio triste e disse:
- Já?
- Aham, bye, bye - beijava as duas bochechas do rapaz com rapidez.
- Prazer em conhecê-la Dry
- Prazer só na cama - sorriu Dry apressada.
- Então depois a gente ver esse prazer - sorriu Charlie segurando a mão de Dry
- Carruagem virando abóbora.
Dry seguia até a porta da boate, partindo com bastante pressa para o ponto de ônibus. Charlie resolvera levantar do lugar que estava e avistou o cadarço da sandália de Dry, pegou-o, e guardou no bolso. Seguiu em direção ao bar e em seguia, aproximara de uma outra garota para papear ou quem sabe, outras coisas.


Posted by Andressα @ 12:50
0 Comments

domingo, 30 de novembro de 2008

Cap. 3 - O Protótipo de Príncipe

Na Segunda-Feira, dois dias depois da festa, era volta às aulas e Dry acordava às 6 da manhã se arrumando para o colégio. Ela ajeitava sua faixa branca na cabeça, bebia seu café, e partia com sua bolsa para o colégio. Apesar da inevitável cara de sono, inclusive de todos os alunos do colégio, era a Rainha do Gelo entrando no colégio encontrando as amigas no pátio. O colégio era grande, possuía três andares, era divido por alas: ala norte, ala sul, ala oeste e ala leste, um imenso quase interminável pátio e a quadra. Na sala de aula os comentários entre as amigas Vanessa, Christina, Ellen e Dry eram só a festa de Ellen. No meio da conversa Dry disse:
- Ellen... aquele garoto de cabelo baixo, olhos meio puxado, alto.. você é amiga dele?
- Não, eu só chamei alguns garotos com quem eu converso aí eles perguntaram se podiam levar mais alguém... e aí eles chamaram este menino que você tá falando.
- Ah tá... - disse Dry prestando atenção em Ellen.
Na hora do intervalo Dry encontra no corredor suas amigas: Chris e Vanessa. Chris tinha a pele semelhante a um bombom de chocolate, enquanto Vanessa tinha cabelos invejados como das modelos de revista da moda.
O trio segue andando pelo pátio falando sobre a professora, a aula, o fim de semana... Até que num olhar distraído para o lado, Dry avista Charlie conversando com três meninas ao mesmo tempo. Dry achara aquela cena muito supérflua para seu dia e volta a prestar atenção na conversa de suas amigas enquanto tenta se livrar 100% do sono.
- ... aquele dia eu beijei muito! - sorria vergonhosamente Chris.
- Ai, ai... só tu garota - dizia Vanessa.
- Mas eu tava pensando em atender a um dos pedidos de namoro dos meus pretendes.
- Gente, vamos sentar -dizia Dry já se aproximando do banco
- Meu Deus Chris, ta podendo hein! Enquanto eu, nossa, todos os garotos que achei ótimos para namorados, infelizmente, me consideram como a “grande amiga” – Vanessa sentou-se no banco em seguida de Chris.
- Ah pai amado! Vocês e esses garotos! Ainda bem que eu não tenho ninguém para me perturbar.
- Ahhh Dry! Você tá perdendo! Eu não faço nada demais... só aumento a lista de pretendes - Chris interrompeu sua própria fala para rir.
- Aff! - disse Vanessa. – Chris, vamos lanchar, sei lá... comprar algo pra comer.
- Vamos.
- Ah eu vou ficar aqui... tô um pouco preguiçosa hoje - disse Dry se espreguiçando.
- O.k! - falou Chris se conformando com a preguiça de Dry e seguiu com Vanessa até sair da vista de Dry.
Esperando as meninas voltarem, distraidamente, Dry é surpreendida por Charlie.
- Oi.
- Charlie, o senhor silicone!
Sentou-se Charlie, ao lado de Dry como fizera na festa.
- Fala baixo! Assim você ferra com a minha imagem!
- A culpa não é minha se você fala coisas no duplo sentido!
- Realmente, foi engraçado. Ah, antes de me esquecer, eu vim trazer algo...
- hum... - olhava Dry para Charlie que tirava da mochila algo.
- Tchãran! Você esqueceu isso na festa.
- Ah, o cadarço perdido da minha sandália! – Dry olhava para o cadarço nas mãos de Charlie.
- Como você sabe que é seu? - brincou Charlie.
- hum... porque.. você conversou comigo ontem...
- Conversei com muitas - interrompeu Charlie
O silencio foi as palavras de Dry. Fizera uma cara desprezível para Charlie.
- E para comprovar que é seu, eu vou testá-lo em você - e de repente o rapaz puxava devagar a perna esquerda da Rainha.
- Ham? O que você ta fazendo? – Dry deixara Charlie levantar uma de suas pernas, olhando para os lados para confirmar se alguém estaria pensando o que provavelmente um ser humano pensaria. Charlie tentava cruzar o cadarço no tornozelo dela.
Os pensamentos de Dry para Charlie mudou um pouco, começou a achar que o rapaz era completamente maluco por tal atitude.
- Ah! Tá me machucando- chacoalhava a perna - isso é meu! Eu sei que é meu!
- Calma. Só queria ter a honra
- Hum... – Dry olhou bem para o rosto de Charlie, reparara o quanto ele era bonito, pensou em maneirar nas palavras - se você quer “honrar”, tenta amarrar sem prender o sangue da minha perna.
E cuidadosamente ele amarrou o cadarço no tornozelo esquerdo dela. Os dois sorriam com a bizarra cena. Enquanto a rainha prosseguiu:
- Digamos que... isso, não se ver todos os dias... mas... obrigada pelo momento.. "princesa".
- Sinto muito honrado de ter feito parte do dia... madame. – Charlie sorria pela louca situação que acabou de ocorrer.
Dry olhava para Charlie e pensava se ele estivesse bêbado à esta hora da manhã. Tal cena foi tão esquisita para Dry, que superou qualquer uma que já tenha visto.
- Hum... parece que está honrado a muita coisa, agora – Dry balançava o pé, olhando o tornozelo - me deu um "emprego" de pantera, amarrou um cadarço da sandália no meu tornozelo..
- Já fiz uma coleção de honras com você. Desculpa se eu pareci, neste momento, maluco, mas você irá se acostumar comigo - interrompeu Charlie falando baixo, fitando Dry.
- Concerteza, você me pareceu maluco! – Dry olhou para o rapaz, houve um breve silencio de palavras onde só se escutara risos - Como devo recompensar?
- Recompensar? Hum... Aceito cheque, cartão, dinheiro e pagamento com o corpo.
- Ah! HAHA, não acredito! - e colocou a mão no rosto e começou a rir - Prefiro fazer outras coisas do que essas suas alternativas! – Dry puxou o pé e tirou o cadarço, e enrolou-o na mão.
- Parcelo em 10x com um pouco de juros! Boa oferta não acha?
- Huuuuum, não.
Charlie sorriu, seguido de mais uma de suas cantadas mal sucedidas.
- Você é... legal, Charlie, embora pareça um maluco tarado.
- Maluco tarado? – Charlie caiu na gargalhada - Ha, obrigado, acho que vou aceitar como um elogio, afinal, é seu primeiro elogio para mim... mas se pensarmos bem, o mundo precisa de pessoas divertidas que nem você.
-Ta aí uma coisa que EU não escuto todos os dias. - disse Dry, sarcasticamente.
Antes que Charlie pudesse continuar a conversa, Chris e Vanessa se aproximavam à medida que Charlie se distanciava sem se despedir de Dry.
As meninas sentaram no banco novamente, e cada uma segurando uma lata de refrigerante e um pacote de biscoito doce. Chegaram a perguntar a Rainha o motivo de Charlie ter ido falar com ela, mas Dry não comentou muita coisa. Logo depois, o sinal do colégio fez todos os alunos voltarem a ter mais aulas nas salas.
Passaram-se alguns dias depois dessa cena de cavalheirismo de Charlie e Dry, nesses dias, ela parou para prestar atenção na rotina dele. Sim, Charlie era o Rei das mulheres, e como um rei tem seus servos, Charlie tinha as garotas, e como um Ídolo, Charlie tinha suas tietes. Dry não é do tipo que fala com alguém sem ao menos conhecer a pessoa, ela presta atenção em todos de longe, para em seus momentos de "gelo" usar todos os pontos fracos dos outros, e o Rei não foi exceção. Charlie era amigo da ex, amigo da futura ficante, tinha uma ficante, tentava criar amizade com a futura namorada e etc.
Em outro intervalo de aula, Charlie aliviava sua sede no bebedouro, enquanto Dry aproximava ao lado:
- Nossa, só você pra sentir sede nesse frio.
- Nem imagine por que. - disse Charlie depois de beber a água, logo em seguida, sorrindo.
Um silêncio chato predominava entre o casal, Dry tinha que arranjar algo para falar no momento, antes que o silêncio ficasse constrangedor.
- Você gosta de paintball? – Dry disse a primeira coisa que lhe veio a mente - Fui jogar paintball esses dias, e nossa, levei um tiro no braço que ate agora dói. -caminhava Dry e Charlie pelo pátio
- Sério? Nossa... pra jogar paintball tem que ter muita concentração, e um pouco de sorte é claro, levar um tiro desses dói demais – Charlie franziu a testa ao pensar no tiro que Dry teria levado.
- Seria legal jogar paintball com você...
- Aham... qualquer coisa, eu faria massagem em você caso levasse tiro – Charlie ria.
- Na verdade, seria para dar um tiro na sua testa.
Charlie ria, olhava para os lados e continuava a conversa:
- Então você não vai ter pena de mim...
- Concerteza não. Acho que não tenho pena de ninguém.
O subconsciente de Dry gritava “ O quê você está falando? Paintball! Existe um assunto mais sem noção que paintball?!”
O assunto sobre paintball estava morrendo, e Dry tomou coragem para perguntar o que queria:
- Hum... me veio uma pergunta a mente que não tem nada a ver com essa nossa conversa...
- Fala.
- Você tem namorada? - fitava Dry os olhos puxados de Charlie.
- Não! - olhou para baixo- mais ou menos - olhou rapidamente para Dry e voltou a olhar para baixo - na verdade eu não sei.
- Ah! HAHA. Era de se imaginar. - parava de caminhar para ver a cara de Charlie.
- É que ficamos sabe, mas nunca assumimos algo serio... e ela anda estranha ultimamente.
- Hum... - volta Dry, andar enquanto Charlie fazia o mesmo.
- Eu não sei mais de nada.
- Imagino... você é tão misterioso. – falava Dry, um pouco sarcástica.
- Guardo segredos jamais revelados - deu seu sorriso galanteador.
- Nossa... - olho de cima a baixo Charlie.
- Eu tenho que ir agora pra aula, até mais.
- Até mais.

Os pensamentos já não gritavam mais, estava tentando entender por quê todas as conversas com Charlie não eram nada normais. Seguiu Charlie ate a quadra do colégio, enquanto Dry andava ate suas amigas e pensava: “Um galinha... era de se esperar nesses tempos modernos...”

Posted by Andressα @ 15:27
0 Comments

sábado, 29 de novembro de 2008

Cap. 4 - Um Dia Ensolarado

Passaram-se os dias, e chegou o final de semana. Era um fim de semana ensolarado e quente. Estavam Dry e Vanessa passeando pelas ruas do seu bairro em direção a uma praça bem grande com bastantes árvores. Parava as duas amigas para comprar sorvetes na sorveteria. Dry como sempre pedia maracujá, enquanto Vanessa pedia flocos. Numa colherada a outra Vanessa disse:
- Dry... por que você não me fala do seu novo amigo? - voltou a comer o sorvete.
- Hum... - engoliu o sorvete - de quem você ta falando?
- Ah... do Charlie! Claro! - e começava Vanessa dar curtos passos até o centro da praça.
- Aff, ele não é meu amigo - acompanhava a amiga com curtos passos também - é que eu falei com ele na festa da Ellen, aí no dia seguinte ele veio falar comigo no colégio... - saboreava uma colher de se sorvete de maracujá.
- Hum... sei. Oh, o Charlie todo mundo sabe como ele é... – Vanessa olhava para praça.
- Galinha, sei...
- Galinha? Quase um pavão... a ave mais inconstante que existe, que não tenho nem idéia de qual é! - se divertia Vanessa com suas próprias piadas.
- E você acha que eu vou ter algo com ele? Ou ao menos, deixá-lo ter algo comigo? Claro que não! - sorriu Dry ironicamente.
- Eu sei que não, só to falando que o provável vai acontecer: ele te paquerar. Mas, oh, você tem pouco tempo que ta solteira hein, cuidado pra tudo não voltar a ser como era antes.
- Eu sei... nem é minha intenção, o.k? E ah, se ele der emcima de mim, vou fazer o que mais sei fazer: desprezar
- Nossa, que medo de você - sorriu Vanessa em seguida.
- Mas Vanessa, falando sério, você nem imagina como o Charlie conversa - disse Dry após sua ultima colherada do sorvete.
- Huuuuum - olhou Vanessa com um olhar cômico - e como é?
- Ah ele fala meio devagar, ele fica jogando cantadas indiretamente e tem um sorrisinho que parece que sabe todos seus segredos, da pra perceber como ele é.
- Nossa! Imagino! Cuidado pra ele não te encantar como um encantador de serpente hehe - olhou para Dry esperando alguma previsível ação dela.
Dry olhou para Vanessa de cima a baixo e disse:
- Você é uma Ca-brita mesmo! Me chama de serpente e ainda fala que eu vou cair na do Charlie - olhou para a baixinha Vanessa com olhar fatal, a qual se dava para ler em seus olhos Dry matando Vanessa.
- Desculpa! - se divertia Vanessa com sua piada - nem foi a intenção amiga!
- Tá, tá... - abaixou por um momento as sobrancelhas como sempre faz quando se irrita.
Terminava Vanessa, suas ultimas colheradas do seu sorvete quase derretido. O tempo foi passando e as amigas seguiram caminhando para casa.
- ... então ontem eu conversei com o David. Ele fala coisas bonitinhas, mas sei lá... se ele quisesse algo a mais, estaria claro... fazer o que? É a vida.
- Ah Cah, as coisas acontecem quando a gente menos espera. Só ter calma.
- É verdade... - se aproximava da esquina que separaria as duas - já vou indo amiga.
- O.k, eu também vou - aproximou-se da amiga e a abraçou.
- Tchau.
Andando na rua oposta de Vanessa, Dry estava distraída lembrando de tudo que conversou com Vanessa e pensando nos deveres de casa que teria que fazer. As palavras de Dry para Vanessa teve um sentido muito comum, e em algum dos seus passos calmos, ela escutou algo como: "Ei! Psiu, psiu". Dry olhou para trás tentando achar quem a chamava assim. Uma garota com um rosto um pouco familiar acenou para ela e se aproximou.
- Oi, você é Amy né?
- Dry. Na verdade sou a Amy sim, mas me chama de Dry.
- Ah eu sou a Ana... - sorriu Ana, totalmente vibrante - eu estudo lá no colégio! Eu conheço o Charlie!
- Ah sim! Eu te conheço de vista - enquanto dizia as palavras da boca, Dry também escutava as palavras do pensamento: “hum, deve ser outra vadiazinha do Charlie.”
Ana é a quem podemos chamar de bobinha apaixonada, tinha sorriso de boneca e seus sentimentos são tão claros que chegam a ser transparente. Era claro que a moça amava o garoto mais desejado.
- Então, eu vi que você anda falando com ele... amizade nova acho, então resolvi te conhecer também!
- Nossa! Que perceptível! Bom, o Charlie é... legalzinho.
- Ah concerteza, o Charles é engraçado demais, morro de rir - falava Ana gesticulando as mãos também.
Dry escutava as palavras de Ana querendo adivinhar o motivo de a menina querer uma aproximação com ela. Quando Ana pronunciou Charles, soou muito bizarro aos ouvidos de Dry. Charles é um nome muito antiquado, e o fato de Ana chamá-lo de Charles, possivelmente, era único. Indagou Dry mil e umas perguntas em seus pensamentos.
- O Charlie perturba todo mundo. Mas e aí, você namora?
- Não – Ana olhou para baixo e voltou a olhar Dry - já que seu amigo Charlie não me quis mais, eu to meio na seca, e você? - soltou um breve sorriso irônico, e voltou a sua expressão normal que estava usando com Dry.
A Rainha percebeu na hora o porquê de tudo. Ana era ex de Charlie, e era obvio que ela ainda o amava e não se conformou muito com o fim, e ainda mantinha a amizade com o "Charles". Dry na hora pensou: “AH, É EX! Quer me conhecer pra saber se eu sou a próxima na lista do Charlie, e Meu Deus, Charles! Que coisa mais brega! E ela se lamentou agora como se eu fosse o motivo, ou como se fosse a ultima coisa que não devia acontecer no mundo!”
- Nossa... Não, não namoro ninguém.
- Ah que pena, mas já, já, você vai encontrar alguém!
E os pensamentos de Dry gritavam em sua cabeça: “AFF! Tá com ciúmes! Quer me afastar do Charlie, como se eu tivesse algo com ele, aff, daqui a pouco eu vou jogar essa garota na frente do primeiro carro que passar.”
- É né, o mundo ta cheio de homens, mas foi bom falar contigo! - estendeu Dry, sua mão direita ate o ombro esquerdo de Ana.
- Aham! Aham! A gente se vê na escola, então!
- Isso, tchau! - largou sua mão lentamente do ombro de Ana.
-Tchau! - acenava tchau para Dry enquanto andava na direção ao contrário que ela.
Dry voltou a seguir seu caminho para casa, mas dessa vez, em passos um pouco apressado, querendo logo chegar em casa. Chegando em casa, largou a chave, como de costume, na mesinha que fica mais próxima da porta. Entrou no quarto e ligou o computador. A breve conversa com Ana ficou martelando em sua mente até à hora de dormir. "Não acredito que ela tava com ciúmes de mim! Ela veio ate mim a ponto de saber se eu tinha namorado ou se eu tava de olho no Charlie!" Eram os pensamentos que vira e mexe, voltava a pensar.
Desligou o computador, e se deitou na cama, ainda pensando em tudo. Não era interesse de Dry ter algo com Charlie, muito menos ser amiga de Ana, mas algo a fez querer saber mais do que ela soube hoje na rua. Fechou os olhos, respirou fundo para relaxar a mente. Após alguns minutos, conseguiu durmir.

Posted by Andressα @ 15:34
0 Comments

Cap. 5 - Criando Intimidade

Chegou segunda-feira. As manhãs no colégio nunca foram tão inesperadas e desejadas. Dry já lutava contra o sono com mais vontade. Prendeu o cabelo e foi para o colégio. Subiu para sala de aula após o sinal e não conseguiu paz para contar as novidades para as amigas. Tocou o sinal indicando o intervalo. Os intervalos nunca foram tão desejados. Andava pelo corredor em direção as escadas: Dry, Chris e Vanessa.
- Gente - olhou para trás verificando se Charlie ou Ana estavam por perto, e começou a cochichar - ontem quando eu acabei de falar com a Vanessa na rua, a Ana me parou! – as três desciam as escadas.
- Quem é Ana? - respondeu Chris e Vanessa, juntas. – as meninas acabaram de descer as escadas.
- Ana... - disse Dry, puxando as meninas para uma das dependências do colégio mais afastada, onde elas gostavam de conversar, fofocar e às vezes lanchar. Era uma pequena escada onde se encontrava com um corredor, pouco usada pelos alunos nos intervalos.
Dry puxou as duas para sentar no degrau da escada. Chris continuou:
- Você me falou dela pelo computador, mas eu não entendi direito a história.
- É. Eu também não entendi direito - disse Vanessa concordando com Christina.
- Ana é uma ex do Charlie! Ela me chamou na rua e veio conversar comigo. Ela chama o Charlie de... Charles. Perguntou se eu namorava e ainda disse que não namorava também e que - fez sinal de aspas com os dedos - "já que seu amigo Charlie não me quis mais, eu to meio na seca - olhou para os lados, aflita - como se ele fosse o único homem no mundo!
- Ih, caraca... - disse Vanessa pondo as mãos na cintura.
- Vai ver, ela acha que VOCÊ tem algo com ele - disse Chris.
- Mas eu não tenho!
- Ué! Mas ela é ex dele, e do jeito lamentoso que ela disse sobre não ter namorado, ta na cara que ela gosta dele!
- É, percebi.
- Agora você vai ter que nos mostrar quem é ela - disse Vanessa puxando Dry pelo braço, ajudando-a se levantar da escada.
-Tá... vamos procurá-la.
O trio seguiu rondando o colégio à procura de Ana. Dry olhava para todos os lados. O colégio é enorme, andaram para todos os cantos até encontrar. Na longa caminhada, Dry avistou Charlie conversar com umas garotas que só conhecia de vista. Procurou perto da quadra e lá estava Ana e suas amigas.
- É aquela ali! - disse Dry se colocando de costas para Ana.
- Qual delas? - disse Vanessa olhando para as três garotas.
- A única que tá de cabelo solto! - disse num tom de voz bem baixinho.
Chris e Vanessa pararam para olhar Ana, uma garota que amava conversar, e sempre que sorria segurava nos seus cabelos.
- Vamos, eu nem quero falar com ela hoje - puxou as duas pelos braços e fazia o mesmo caminho da ida.
- Dry! - disse uma voz masculina.
Olhando para trás, o trio viu Charlie, se aproximando de Dry. As garotas acharam que ficar escutando a conversa ao lado não seria muito bom e se afastavam de Dry à medida que Charlie se aproximava.
- Oi Charlie! - deu um sorriso breve.
- Quanto tempo! Não sei se é culpa do colégio que é grande, ou do final de semana.
- Verdade, pode ter sido um dos dois... – Dry olhava para os lados procurando o que falar - O que você ficou fazendo no fim de semana?
- Fiquei estudando, só - o rapaz abaixou as sobrancelhas num tom de tédio. – ah, mas, sabe aquela menina que eu falei que tava de rolo?
- Hum - Dry olhara para os olhos puxados de Charlie, tentando descobrir onde ele queria chegar com essa conversa.
- Então... nós... não estamos mais enrolado nem nada. Ela preferiu me deixar sozinho - soltou um sorrisinho amarelo, encarando Dry.
- Não é de menos para você, aliás, sempre haverá outras, né? - respondeu de um jeito bem direto.
- É. Verdade.
- Então - Charlie esticou mão até um arbusto com flores que se encontrava atrás dele , arrancou uma pequena flor, e amostrou para Dry - você vem sempre aqui?
- Eu não acredito nisso! - Dry corou as bochechas, espantou-se, pôs a mão no rosto e começou a rir.
- Brincadeira - sorriu Charlie em seguida - Entra na brincadeira.
- E por que eu iria querer entrar?
- Porque uma dama deveria ser honrada por receber uma rosa, não acha?
Dry olhou para Charlie pensando no que ele acabara de dizer. “Esse garoto é maluco? Realmente, não consigo ter uma conversa normal com ele.” pensava.
- Tá bom. Eu não venho com freqüência aqui – Dry respondeu a pergunta anterior de Charlie - e você?
- Também não, mas agora eu sei que a melhor coisa que já vi, está na minha frente - falava o rapaz não perdendo o contato visual com Dry.
Dry estendeu a mão para ele e disse bem baixinho:
- Que cantada podre... Meu nome é Amy – disse em tom normal - mas para os íntimos, Dry.
- Prazer Dry - segurou lentamente a mão de Dry, a qual beijou lentamente - o meu é Charlie – começou a rir, por um lado aquela cena era ridícula.
Quanto mais Charlie mantinha o contato visual, mas Dry ficava nervosa por dentro, e o beijo na mão, abalou Dry por dentro. “Eu não acredito que vou ter que me explicar para alguém que estiver vendo isso. Eu não acredito que posso ser apelidada de qualquer coisa por essa cena idiota”
- Não sei se esse é um costume seu, mas o cavalheirismo funcionou. - desceu sua mão novamente - deu arrepio.
- Era a intenção - e Charlie lançou seu sorriso e seu olhar que, quase todas as meninas amavam.
Dry sorriu, pensou em algo e disse:
- Dá calor
"Dá calor?" “Que merda que VOCÊ ACABOU DE FALAR?” pensou Dry.
- Isso porque o fogo mal começou a subir - Charlie se aproximou um pouco dela, sorria e continuava olhar Dry pelos olhos a ponto de querer hipnotizá-la.
Dry ficou sem palavras e a tal brincadeira estava ficando séria.
- Não tenho mais o que dizer, não convivo com.. meretrizes... como você - sorriu sarcasticamente.
- Ah, nossa! Meretrizes! Quanto elogio! - se divertiu Charlie.
- Ah, minha vez de você entrar na minha brincadeira. - disse Dry decidida.
- Então fala.
Dry perdeu a voz, perdeu a idéia, o silêncio prevaleceu. Um olhava para o outro. Quando Dry tentou dizer algo, o sinal tocou.
- Ah! - disse sem muitas palavras em mente - vou pra sala agora!
- Nem teve brincadeira – Charlie sorriu - Tchau Dry - e olhou Dry nos olhos por mais três segundos que pareceu três horas.
- Tchau Charlie - virou-se Dry, indo procurar suas amigas.
Andando por mais quatro corredores, achou Chris e Vanessa. Uma lendo um trabalho de Química a qual pertencia, a outra com o celular no ouvido.
- Pô, que demora! - disse Vanessa num tom alterado.
- Ah, gente... desculpa. O Charlie... fala demais!
- Nós pensamos que você tinha se casado com ele, e já tava aproveitando a lua-de-mel - Chris guardou o celular na bolsa.
- Engraçadinha - abaixou as sobrancelhas e olhou para Chris, séria.
- Vamos logo pra sala - Vanessa começou puxar o trio para outro corredor em direção da sala de aula.
Chegou à hora da saída, e no portão do colégio, Ana correu até Dry com algo na mão.
- Amy!
Dry olhou para trás e viu Ana.
- Oi Ana... e me chama de Dry, todo mundo me chama assim já.
- Ah, tudo bem, é que seu nome é tão bonitinho.
- Eu sei, mas agora sou Dry.
- Tô indo levar o estojo do Charlie para ele. Tão esquecido! Se não fosse por mim já teriam roubado! - disse Ana, com seu sorriso de boneca e ao mesmo tempo, mexendo nos cabelos.
- Ah nossa! - olhou para o estojo na mão de Ana – Acho que... vou pra casa, minha mãe tá me esperando, sabe. Tchau Ana.
- Tchau Dry - e Ana se aproximou para dar dois beijinhos nas bochechas de Dry - até amanhã!
- Ate amanhã - resmungou Dry bem baixinho.
Dry já não agüentava mais Ana, era insuportável ver o teatrinho que ela faz pelo Charlie. "Ele é tão esquecido". “Ele poderia perder a cabeça logo” pensou Dry.
A rainha olhou para a rua que Ana seguia em direção a Charlie. Olhou brevemente e voltou a pegar seu caminho de casa.

Posted by Andressα @ 07:33
0 Comments

Últimos Posts

. Introdução
. Mudanças de Estações
. Cap. 1 - Primeiro Floco de Neve Caído do Coração
. Cap. 2 - Sonhando alto
. Cap. 3 - O Protótipo de Príncipe
. Cap. 4 - Um Dia Ensolarado
. Cap. 5 - Criando Intimidade
. Cap. 6 - Setembro se aproxima... e Charlie também
. Cap. 7 - O beijo e a primeira decepção

Arquivo

novembro 2008
dezembro 2008

Créditos

[ Powered by ]