segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Cap. 2 - Sonhando alto
Passaram-se algumas semanas e começou Agosto, as aulas estavam se aproximando. Desde aquele dia da conversa com Vanessa, e Dry já sentia as mudanças da sua nova "eu". Assim como seu novo apelido, Dry fez de seu coração seco e gelado e assim era perceptível para as outras pessoas, e Chris, uma de suas amigas, via todos os dias.
Numa noite de sábado, Dry compareceu a uma boate na zona sul com seus amigos e “amigos-de-amigos” também, para comemorar o aniversário de sua amiga Ellen, uma amiga do colégio. Ellen tinha cabelos à altura dos ombros, cacheados e castanhos; a festa por sua vez, estava cheio de convidados dos amigos do colégio. Após muita dança e brindes, Dry procurou um lugar para sentar. Sabia a moça que tinha hora para chegar em casa, pois estava em um... digamos... mini-castigo posto pela mãe
Sentando-se no banco da boate a qual se lembrava a um circulo, seu celular toca. Ela atende, mas a ligação de número desconhecido cai, embora estivesse muito barulhento o local, ela dizia "Alô" até ouvir uma voz. Isso se repetiu por três vezes, e Dry estava ficando impaciente. Um rapaz que se encontrava perto de Dry fala:
- Alô, Alô.
Dry olhou seria para ele, e o reconheceu logo. Era o tal aluno novo do colégio. Não tão novo, já tinha seis meses que ele entrara no colégio, mas quando não se estuda no mínimo a um ano naquele colégio, era considerado novo.
Dry, por sua vez, disse:
- Alo quem fala?
- É o Charlie! - o rapaz sorriu para Dry.
Dry olhava de cima a baixo o rapaz, com seu típico olhar endiabrado. Charlie era um rapaz um bonito com olhos pequenos, fundos, levemente puxados que lembrava um ocidental de olhos puxados, com um rosto levemente quadrado, uma boca bem desenhada e um queixo bem masculino. Era o que toda garota desejaria para ter, pelo menos, uma noite.
- Charlie... das panteras? - disse Dry que já tinha bebido algumas.
- Esse mesmo! - e o rapaz soltou uma risada.
Achava engraçado, por esta ser a primeira vez que conversara com Charlie. Estudavam no mesmo colégio, mas nunca parou para prestar atenção nele.
- Hum... e como faz para ser uma pantera? - disse Dry se empolgando.
- Você tem que ser uma boa gatinha para depois ser uma pantera - falava Charlie já a olhando de outro jeito.
Dry tentou disfarçar a risada por uma cantada mal sucedida, virou o rosto, fez uma careta, e voltou a olhar Charlie e disse:
- Pena, pois não me assemelho a uma gata.
- Então teremos que ver outra alternativa - Charlie colocava a mão no queixo, olhando para o chão, pensando em algo.
- Eu bagunço o cabelo, faço cara de acordei-com-o-pé-esquerdo, alias, é exatamente eu quando acordo, será que dá?
- Ótimo, aceitamos qualquer tipo de felino - e a cada palavra que Charlie dava, ele tinha que sorrir. Charlie também não estava totalmente sóbrio.
- Que bom, assim eu ganho dinheiro e vou para Hollywood e ponho silicone - Dry já estava meio "alegre" ao dizer essas palavras. Começava a guardar o celular na bolsa enquanto Charlie sentava mais perto dela.
- Não esqueça que 50% são do Charlie, já que vou possibilitar todas suas chances a você. - o rapaz assobiava sinicamente.
- Eu sei... mas você não especificou se os 50% é do silicone ou do dinheiro - fitava maliciosamente Dry o rapaz.
Charlie se espantou com o duplo sentido dos 50% e disse:
- Do dinheiro!
Os dois se encontraram rindo e Charlie continuou:
- Silicone eu quero uns 90%!
Dry olhou para Charlie e começou a rir do segundo duplo sentido de Charlie. O rapaz riu também, mas riu de um jeito envergonhado.
Os dois continuaram naquela imaginação de riqueza como duas crianças mesmo sem mesmo um conhecer o outro. Tinham uma química pra conversar que se esqueceram do que eles iriam fazer antes de começarem a conversa.
- No lugar de silicone, vou comprar uma casa, um iate, jet-ski... aí quem sabe, te chamo pra um churrasquinho em casa - sorria falando Dry.
- Sem esquecer a farofa e o pagodão! Mas pra isso, sua primeira missão será com o Snoop Dogg.
- Snoop Dogg? Por quê?
- Você deverá ser uma das popozudas dele e dará um jeito dele não cantar mais.
- É mais fácil jogá-lo para uma ilha estilo náufrago. - e Dry tirava o pequeno cadarço que estava amarrado em todo seu tornozelo, que pertencia a sua sandália e o deixara emcima do banco. Sua sandália era de salto, e possuía um cadarço que cruzava o tornozelo
Estava já, distraída, a ponto de arrancar uma parte pertencente da sandália.
- Já tentaram, mas acabou chegando um gravador via sedex e ele continuou cantando - falava Charlie animado.
- Hum... vou ter que gastar neurônio para isso!
O tempo passou, e Dry já não lembrava mais onde colocara o acessório da sandália. Pegou o celular na bolsa e disse:
- PELO AMOR DO PAI! Já são onze e meia! Tenho que ir embora! - levantava Dry do banco, guardando o celular na bolsa - ...Sou a Cinderela, minha carruagem vai virar abóbora.
Charlie levantou do banco com um olhar meio triste e disse:
- Já?
- Aham, bye, bye - beijava as duas bochechas do rapaz com rapidez.
- Prazer em conhecê-la Dry
- Prazer só na cama - sorriu Dry apressada.
- Então depois a gente ver esse prazer - sorriu Charlie segurando a mão de Dry
- Carruagem virando abóbora.
Dry seguia até a porta da boate, partindo com bastante pressa para o ponto de ônibus. Charlie resolvera levantar do lugar que estava e avistou o cadarço da sandália de Dry, pegou-o, e guardou no bolso. Seguiu em direção ao bar e em seguia, aproximara de uma outra garota para papear ou quem sabe, outras coisas.
Posted by Andressα @ 12:50
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